Clóvis Ferraz diz que projetos sociais no semi-árido estão parados

O deputado Clóvis Ferraz (DEM), denunciou a paralisação, pelo governo Jaques Wagner, dos projetos sociais na região do semi-árido, área que abrange 2/3 do território baiano, por se tratarem de iniciativas dos governos passados, apesar de muitos deles estarem com verbas asseguradas para seu andamento, fruto de convênios com organismos internacionais. “Portanto, programas como Pró-Gavião, Cabra Forte, Flores da Bahia, Nossa Raiz entre tantos outros, que visavam o desenvolvimento sustentado do semi-árido foram abandonados pelo governo Jaques Wagner sem que nenhuma outra alternativa tenha sido apresentada”, disso o democrata.

O deputado citou como exemplo o Prodecar – Projeto de Desenvolvimento de Comunidades Rurais nas Áreas mais Carentes do Estado da Bahia -, coordenado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), cujo nome no atual governo mudou para Terra de Valor, uma extensão do Pró-Gavião, que prevê reduzir os níveis de pobreza e promover um desenvolvimento ambientalmente sustentável, com eqüidade de gênero, nas comunidades rurais do semi-árido.

“Para tal projeto, o governo passado contratou mais de R$60 milhões para o hoje Terra de Valor e, passados quase dois anos, apenas R$2.278.858,00 foram investidos, creio que na mudança de nome do programa porque nenhuma ação concreta foi realizada”, afirmou Ferraz. “Este governo é inerte. Paralisa programas sociais para a área rural do semi-árido, que iriam gerar empregos e renda ao homem do campo, apenas por ser um programa idealizado pelo governo adversário. Isso é um absurdo”, afirmou o democrata.

O parlamentar destacou ainda que, além de não dar prosseguimento a nenhum programa de desenvolvimento sustentado do semi-árido, não apresentou nenhuma nova iniciativa para substituir as ações que foram propostas pelo governo passado. “Abandonou a região à própria sorte. Tínhamos projetos de geração de energia, de captação de água, e de geração de emprego e renda, como a implantação de áreas de cultivo de flores, a construção de casas de farinha, implantação de fábricas de doces, entre outras de forma a fixar o homem no campo, dando-lhe alternativas de sobrevivência, com uma garantia da melhoria da qualidade de vida. Hoje, nada disso existe”, lamentou o deputado.

Ferraz lembrou que todos os projetos sociais do passado, assim como programas de desenvolvimento sustentado do Estado, atração de indústrias, entre outros, tiveram o voto contrário da Oposição de então, hoje base do Governo, diferente do que a minoria faz hoje. “Fazemos oposição ao governo do Estado e não à Bahia”, disse.

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